Tenho estado a refletir sobre a passagem do tempo em nossas vidas....
E fico cada vez mais apavorada com este tempo, que não vemos e muitas vezes quase não o sentimos, mas que vai consumindo nossas vidas, nosso corpo...enfim....
Vou completar 20 anos em outubro, e tenho tantos sonhos...tantos planos...
Mas...tenho medo do que o futuro guarda para mim...tenho medo de perder quem eu amo....
mas também penso nas alegrias e felicidades que ele me trará!!!
Bom, penso que desde que chegamos a este mundo, embarcamos em uma grande aventura, é como se estivéssemos tentando controlar um barco em alto mar durante uma tempestade....
Ah vida....minha vida....tão cheia de mistérios e enigmas e coisas que não entendo.....o que eu posso fazer é vivê-la, e tentar vivê-la intensamente....
Só espero que no fim....se é que há algum fim....eu tenho feito muitas das coisas que quero fazer, ter dito tudo o que quero dizer....ter sentido tudo, tudo mesmo, sem medo, que quero sentir...amar intensamente...e acima de tudo...ter sido feliz...e ter feito as pessoas ao meu redor felizes, nem que tenha sido somente por 1 segundo!!!!
Seja Bem Vindo 20 Anos!!!!!
É proibido não transformar sonhos em realidade, não viver cada dia como se fosse um último suspiro. Pablo Neruda
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Eternidade?????
Amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.
Pablo Neruda
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.
Pablo Neruda
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Os Afetos que nos Afetam,por Anderson Pereira
Os afetos que nos afetam
Da teoria dos humores gregos ao Prozac contemporâneo.
POR ANDERSON PEREIRA*
No trabalho acadêmico "Em o Uso do Corpo", em 1923, com 31 anos, J. B. S. Haldane, um dos fundadores da genética de populações, previu que em menos de cinquenta anos já se criariam embriões e fetos inteiramente fora do útero, seguida pela implantação do zigoto no útero. Atualmente a medicina concentra muito poder fazendo transferência de genes atuando em conjunto com a imensa indústria farmacêutica. Nesse cenário de práticas cientificistas que visam a tudo responder e que sempre ultrapassam em seu próprio anseio, os efeitos colaterais são mais insuportáveis que o suposto incomodo inicial. Se antes o mito respondia as questões da existência, hoje os medicamentos não atendem a demanda posta.
Um pouco de existencialismo e ideal
Já ao nascer choramos ao invés de sorrirmos, talvez isso já seja o prenúncio do estar nesse mundo, numa abordagem existencialista, a porta de acesso à condição humana é a experiência da angústia. Nisto concordam todos os existencialistas, e podemos então primariamente considerar que o existencialismo é um voltar-se para a singularidade e particularidade do indivíduo, na linguagem de Heidegger com o conceito de "ser-nomundo" traça-se um caminho para o inesperado, uma espécie de "elogio ao imprevisto", que já é um razoável ponto de partida para uma maior lucidez no entendimento da sua própria condição no mundo, nisso o ser humano sempre está aberto para tornarse algo novo, sempre está para além da situação na qual se encontra.
Geração prozac
(Prozac Nation, EUA/ Alemanha,2001) Elizabeth é uma típica personagem da pós-modernidade, em busca do sucesso profissional, se sobrecarrega na produção de seus artigos para revistas, estudando em uma Universidade que exige grande dedicação de tempo e esforços. Sofre com os problemas da mãe que trabalha também cada vez mais para suprir os gastos dela, principalmente com o pagamento da terapia, e acaba cada vez mais ansiosa, sendo isso percebido pelo excesso no fumo e os gritos histéricos em que diz que não aguenta mais viver e acaba rendendo-se a medicalização. Não se sente capaz de controlar sua vida, não consegue seguir o que lhe impõe o poder de controle tão evidente dentro da Universidade, onde cada um deveria se vigiar e se conter.
Schopenhauer
Postulou que o mundo não é mais que Representação, foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou conhecido por seu pessimismo e tem contato com o Budismo como uma confirmação dessa visão. Assim a suprema felicidade somente pode ser conseguida pela anulação da vontade.
Como um certo "gerúndio prolongado" que se estende por algumas décadas, ou ainda um eterno rascunho, projeto ou esboço, um ser inacabado, devir para existencialista, essa condição posta do ser humano, esse encontrando-se numa situação, num círculo de afetos e interesses no qual o homem se acha sempre imerso, porém, nunca preso a ele estando na condição então de "devenire encarnado" se reinventando a cada passo, como Sartre em uma das suas máximas em o que mais vale e o que homem faz do que fizeram dele.
Ser ou não ser, eis a questão. Somos a própria essência oculta em nós, enigma em si. O filósofo alemão Martin Heidegger disse: "O homem é um ser que está para além da sua própria situação". Sören Kierkegaard considerava que ao escolher deixava-se de lado outras opções sem ter certeza de que a escolha foi a melhor ou será bem-sucedida. Eis que aí está o desespero do homem na relação do "Eu" consigo mesmo, não há escolha sem angústia. Para Kierkegaard, o existir autêntico afirma-se no compromisso ao risco das escolhas da vida cotidiana, que busca-se em uma verdade vivenciada e não teorizada. Esta vai expressar-se no comportamento do dia a dia frente as demandas próprias do "estar neste mundo". Por isto, a verdade é fruto da ação e não de um pensamento teórico, daí a angústia porque ninguém pode fugir a este sentimento que acompanha toda escolha. Cada escolha é um ato de optar por um sentido existencial. Quando escolho sou eu quem me escolhe, eu que me fabrico, pois toda opção é feita em função de uma opção interior, pela qual eu julgo que irei me realizar. A escolha muitas vezes é uma aposta de satisfação.
Friedrich Nietzsche colocava em seu Ecce Homo que "a mentira do ideal seria a maldição da realidade por muitos séculos" Então eis que emerge a questão. Viver buscando a perfeição? Ou viver consciente de que a vida perfeita é impossível? Diante desse dilema subjetivo como decidir? Nesses termos a vida ideal seria uma espécie de "utopia trágica" com a única função de provocar frustração e uma sensação de dever não cumprido, o que geralmente desencadeia sentimentos de fracasso e a desintegração de uma autoimagem positiva.
Os afetos que nos afetam têm função de provocar reflexão de como ainda depois de muitos séculos, em muitos aspectos, sofremos dos mesmos males, angústias, medos, ansiedades e incertezas. Esses são apenas alguns dos muitos fantasmas que atormentam a humanidade há séculos, e ao que tudo indica parecem ser constitutivos do existir humano, como se não houvesse humano onde não houvesse angústia ou algum tipo de desconforto no existir. Seria então a vida uma experiência de manifestação do inesperado?
Trazendo a reflexão para o campo do cotidiano na sua contra posição questionaríamos como iremos nos manter sóbrios sem tornarmo-nos medíocres e ainda livres das "Muletas química"? Se temos que receitar algo, que tal receitar uma dose diária de Arte? Schopenhauer admitia que a arte representaria um paliativo para o sofrimento humano, podemos entender que a arte tem o poder de defrontar o humano com suas emoções mais íntimas e sutis, então para não sofrermos muito pelos ideais não atingidos, a título de sugestão, mais Arte e Filosofia e menos Prozac.
*Anderson Pereira é psicólogo e palestrante - pereira@portalnese.com
Da teoria dos humores gregos ao Prozac contemporâneo.
POR ANDERSON PEREIRA*
No trabalho acadêmico "Em o Uso do Corpo", em 1923, com 31 anos, J. B. S. Haldane, um dos fundadores da genética de populações, previu que em menos de cinquenta anos já se criariam embriões e fetos inteiramente fora do útero, seguida pela implantação do zigoto no útero. Atualmente a medicina concentra muito poder fazendo transferência de genes atuando em conjunto com a imensa indústria farmacêutica. Nesse cenário de práticas cientificistas que visam a tudo responder e que sempre ultrapassam em seu próprio anseio, os efeitos colaterais são mais insuportáveis que o suposto incomodo inicial. Se antes o mito respondia as questões da existência, hoje os medicamentos não atendem a demanda posta.
Um pouco de existencialismo e ideal
Já ao nascer choramos ao invés de sorrirmos, talvez isso já seja o prenúncio do estar nesse mundo, numa abordagem existencialista, a porta de acesso à condição humana é a experiência da angústia. Nisto concordam todos os existencialistas, e podemos então primariamente considerar que o existencialismo é um voltar-se para a singularidade e particularidade do indivíduo, na linguagem de Heidegger com o conceito de "ser-nomundo" traça-se um caminho para o inesperado, uma espécie de "elogio ao imprevisto", que já é um razoável ponto de partida para uma maior lucidez no entendimento da sua própria condição no mundo, nisso o ser humano sempre está aberto para tornarse algo novo, sempre está para além da situação na qual se encontra.
Geração prozac
(Prozac Nation, EUA/ Alemanha,2001) Elizabeth é uma típica personagem da pós-modernidade, em busca do sucesso profissional, se sobrecarrega na produção de seus artigos para revistas, estudando em uma Universidade que exige grande dedicação de tempo e esforços. Sofre com os problemas da mãe que trabalha também cada vez mais para suprir os gastos dela, principalmente com o pagamento da terapia, e acaba cada vez mais ansiosa, sendo isso percebido pelo excesso no fumo e os gritos histéricos em que diz que não aguenta mais viver e acaba rendendo-se a medicalização. Não se sente capaz de controlar sua vida, não consegue seguir o que lhe impõe o poder de controle tão evidente dentro da Universidade, onde cada um deveria se vigiar e se conter.
Schopenhauer
Postulou que o mundo não é mais que Representação, foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou conhecido por seu pessimismo e tem contato com o Budismo como uma confirmação dessa visão. Assim a suprema felicidade somente pode ser conseguida pela anulação da vontade.
Como um certo "gerúndio prolongado" que se estende por algumas décadas, ou ainda um eterno rascunho, projeto ou esboço, um ser inacabado, devir para existencialista, essa condição posta do ser humano, esse encontrando-se numa situação, num círculo de afetos e interesses no qual o homem se acha sempre imerso, porém, nunca preso a ele estando na condição então de "devenire encarnado" se reinventando a cada passo, como Sartre em uma das suas máximas em o que mais vale e o que homem faz do que fizeram dele.
Ser ou não ser, eis a questão. Somos a própria essência oculta em nós, enigma em si. O filósofo alemão Martin Heidegger disse: "O homem é um ser que está para além da sua própria situação". Sören Kierkegaard considerava que ao escolher deixava-se de lado outras opções sem ter certeza de que a escolha foi a melhor ou será bem-sucedida. Eis que aí está o desespero do homem na relação do "Eu" consigo mesmo, não há escolha sem angústia. Para Kierkegaard, o existir autêntico afirma-se no compromisso ao risco das escolhas da vida cotidiana, que busca-se em uma verdade vivenciada e não teorizada. Esta vai expressar-se no comportamento do dia a dia frente as demandas próprias do "estar neste mundo". Por isto, a verdade é fruto da ação e não de um pensamento teórico, daí a angústia porque ninguém pode fugir a este sentimento que acompanha toda escolha. Cada escolha é um ato de optar por um sentido existencial. Quando escolho sou eu quem me escolhe, eu que me fabrico, pois toda opção é feita em função de uma opção interior, pela qual eu julgo que irei me realizar. A escolha muitas vezes é uma aposta de satisfação.
Friedrich Nietzsche colocava em seu Ecce Homo que "a mentira do ideal seria a maldição da realidade por muitos séculos" Então eis que emerge a questão. Viver buscando a perfeição? Ou viver consciente de que a vida perfeita é impossível? Diante desse dilema subjetivo como decidir? Nesses termos a vida ideal seria uma espécie de "utopia trágica" com a única função de provocar frustração e uma sensação de dever não cumprido, o que geralmente desencadeia sentimentos de fracasso e a desintegração de uma autoimagem positiva.
Os afetos que nos afetam têm função de provocar reflexão de como ainda depois de muitos séculos, em muitos aspectos, sofremos dos mesmos males, angústias, medos, ansiedades e incertezas. Esses são apenas alguns dos muitos fantasmas que atormentam a humanidade há séculos, e ao que tudo indica parecem ser constitutivos do existir humano, como se não houvesse humano onde não houvesse angústia ou algum tipo de desconforto no existir. Seria então a vida uma experiência de manifestação do inesperado?
Trazendo a reflexão para o campo do cotidiano na sua contra posição questionaríamos como iremos nos manter sóbrios sem tornarmo-nos medíocres e ainda livres das "Muletas química"? Se temos que receitar algo, que tal receitar uma dose diária de Arte? Schopenhauer admitia que a arte representaria um paliativo para o sofrimento humano, podemos entender que a arte tem o poder de defrontar o humano com suas emoções mais íntimas e sutis, então para não sofrermos muito pelos ideais não atingidos, a título de sugestão, mais Arte e Filosofia e menos Prozac.
*Anderson Pereira é psicólogo e palestrante - pereira@portalnese.com
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Nós, Mulheres!!!!
Nós Mulheres, nascemos já carregando os maiores fardos....o que estas sociedades machistas nos impõem desde nosso nascimento,há muito tempo,e que hoje apesar de muias lutas e batalhas já vencidas,ainda persistem inúmeras formas de opressão a nós mulheres:não podemos ter prazer, dedicação ao lar, à maternidade,obedecer o marido, e muitas mulheres,atualmente,ainda ganham menos que os homens exercendo os mesmos cargos!
Sempre somos julgadas mais severamente, as penas mais duras, os castigos mais implacáveis , exercidos por uma sociedade dominada por estes seres irracionais,desprovidos de sentimentos,e dominados pelo extinto , que é o animal homem !
Mas não nos rebaixemos , nunca deixe ninguém te julgar, podem até tentar , mas não te sintas inferior dentro de ti por isso! És Mulher, com todas as suas imperfeições e sensibilidades e sentimentos inigualáveis , és de uma natureza superior!!!!!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Saudade
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
Minha Força
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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